sábado, 30 de junho de 2012

Jorge Henrique apresenta edema na coxa, mas deve jogar a decisão


Atacante saiu com dores na coxa direita na primeira partida da decisão contra o Boca Juniors, na Bombonera
Por Gustavo SerbonchiniSão Paulo
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jorge henrique corinthians (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Jorge Henrique deve atuar no jogo de quarta-feira
(Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)
A lesão que tirou Jorge Henrique no primeiro tempo do empate em 1 a 1 contra o Boca Juniors, pela decisão da Taça Libertadores da América, não deve deixá-lo fora do jogo de volta, na semana que vem. De acordo com a assessoria do Corinthians, o atacante está apenas com um edema na coxa direita e deve ser liberado pelos médicos para atuar na decisão.
Caso ele tivesse algo mais grave, como um estiramento ou contratura, o tempo para o retorno seria maior e ele provavelmente desfalcaria a equipe na finalíssima. O jogo será disputado no Pacaembu, quarta-feira, às 21h50m.
Nesta sexta-feira, Jorge Henrique não foi para campo com os demais jogadores. Ele ficou trabalhando na parte interna do CT Joaquim Grava para tentar se recuperar da lesão.
O atacante já teve problemas musculares ao longo desta temporada e, por isso, perdeu alguns jogos. Para a vaga dele, as principais opções são Willian e Romarinho, que marcou o gol de empate na Bombonera. Outra opção é Liedson, que foi quem entrou no lugar de Jorge Henrique após a lesão.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

PAULISTAS EM BAIXA


vamos timão pra cima deles


São só 6 rodadas deste brasileirão. Os mineiros estão na frente.Os gaúchos vão bem. Tem 3 cariocas até o 7º colocado.  O melhor paulista é o São Paulo, em 8º com 9 pontos. Claro que tendo 6 clubes entre os 20, um acaba tirando ponto do outro. Foi o que aconteceu nesta rodada com a Portuguesa batendo o São Paulo e os reservas do Corinthians vencendo o Palmeiras. A Ponte fez uma grande partida na vitória contra o Botafogo e o Santos não conseguiu vencer o perigoso Coritiba.
Embora muito cedo, metade dos times paulistas estão hoje na zona da degola : Corinthians B, Santos e Palmeiras. E o Corinthians não sai dessa zona na próxima rodada, porque não jogará. E no fim de semana, tem um outro clássico : Portuguesa x Santos. O SP vai a BH pegar o líder Cruzeiro. A Ponte vai ao RJ pegar o Vasco e o Palmeiras pega o Figueirense em Barueri.
O Corinthians deste domingo obrigou-se a jogar com o time inteirinho reserva. O torcedor gostou, porque o Palmeiras estava completo, exceto os contundidos. Wallace se mostrou totalmente recuperado da fratura no pé, Paulo André foi muito bem depois de 5 meses de uma cirurgia no joelho, Liédson jogou bem mais do que se esperava,  Willian Aarão vai ganhando a confiança do Tite, Marquinhos improvisado de volante sabe também jogar por ali. E Romarinho estreou com 2 gols.
Agora as atenções do torcedor corintiano voltam-se para 4a. feira contra o Boca (que hoje perdeu o campeonato argentino). Não há favorito em La Bombonera.  O Corinthians embarca nesta 2a. às 14,40 hs.

Romarinho celebra gols no clássico contra o Verdão: 'É muita felicidade'



Atacante comemora desempenho diante do Palmeiras e recebe elogios do técnico Tite: 'Ele quebra a marcação, tem o balanço da finta', disse

Por Carlos Augusto FerrariSão Paulo
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Romarinho já curte o dia de herói após a grande atuação no clássico contra o Palmeiras. Logo na primeira partida como titular do Corinthians, a terceira no total desde que foi contratado do Bragantino, o atacante fez dois golaços e comandou a virada por 2 a 1 sobre o Verdão, neste domingo, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Ele marcou o primeiro de letra e fez o segundo após boa jogada individual e conclusão certeira, indefensável para o goleiro Bruno.
– Não tem explicação. É muita felicidade. Espero dar continuidade ao trabalho. Ainda falta muito, foi só um jogo. Uma vitória diante do Palmeiras é mais gostosa, mas ainda temos muitos jogos pela frente.
O técnico Tite fez elogios ao desempenho do atacante de 21 anos, mas preferiu destacar o rendimento de todo o grupo. Para o treinador, Romarinho contou com a ajuda dos companheiros para se destacar e ajudar o Corinthians a vencer pela primeira vez na competição nacional.
– A equipe foi muito bem e, por isso, o Romarinho apareceu. Nós o acionávamos no um contra um pelo lado esquerdo porque ele tem uma jogada individual de muita qualidade. Ele quebra a marcação, tem o balanço da finta. Mas, para a bola chegar nele, passava por todo um processo. Mérito do clube, que tem observado jogadores pelo interior.
A grande exibição praticamente garante Romarinho na lista de jogadores que viajarão nesta segunda-feira para Buenos Aires. Na quarta, o Timão faz o primeiro jogo da final da Taça Libertadores, contra o Boca Juniors, na Bombonera.
romarinho corinthians x palmeiras (Foto: Rahel Patrasso/Perspectiva/Agência Estado)Romarinho marcou os dois gols do Corinthians (Foto: Rahel Patrasso/Perspectiva/Agência Estado)

 

Paulinho coloca Riquelme na mira do Timão e minimiza o 'sonho europeu'



Em entrevista exclusiva, volante diz que Timão precisa de atenção total com craque argentino e garante que não precisa jogar na Europa para ir à Copa

Por Carlos Augusto FerrariSão Paulo
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Depois de anular Neymar e Ganso, o Corinthians tem mais uma missão indigesta pela frente. Na decisão da Taça Libertadores, o Timão vai encarar ninguém menos que Juan Román Riquelme, maior astro do Boca Juniors, sempre temido na América do Sul.
O camisa 10, porém, não terá vida fácil, seja na Bombonera ou no Pacaembu. Do outro lado estará Paulinho, símbolo de uma equipe de guerreiros vestidos de preto e branco e pronto para frear o craque argentino.
– Nunca joguei contra ele. Mas, pelo que vi um pouco, ele tem uma qualidade indiscutível para dar uma assistência e deixar um companheiro em frente ao gol. Temos de ter atenção total com o Riquelme – afirmou o camisa 8.
Nesta entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM antes das finais, Paulinho mostrou todo o espírito corintiano para dois dos jogos mais importantes da história do Corinthians. Em um grupo sem estrelas, os “operários de Tite” prometem duas batalhas para, enfim, acabar com as provocações dos rivais pela ausência do título mais importante das Américas.
– Sabemos a responsabilidade que é. O título é muito importante para nós. Não dá para dizer a dimensão. Vamos marcar história no Corinthians. São 102 anos em busca e agora temos tudo nas mãos. Nós não queremos parar essa história aqui. Serão duas guerras.
No alvo de grandes clubes da Europa, o volante de 23 anos garante que pretende continuar no Corinthians com ou sem o título da Libertadores. Após sofrer na Polônia e na Lituânia, ainda em início de carreira, o sonho de voltar a atuar na Europa perdeu força. A meta? Estar na seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. De preferência, atuando no Brasil até lá.
– Aqui no Brasil e no Corinthians, tenho totais condições de estar na Seleção – cravou.
Paulinho, Entrevistão (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Paulinho, destaque de um Corinthians de operários (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Confira abaixo os principais trechos da entrevista:
GLOBOESPORTE.COM: O Corinthians enfrentará em sua primeira decisão um dos clubes de maior força no futebol sul-americano. O que vocês já conhecem do Boca?
Paulinho:
 Sabemos como é a equipe, que marca muito forte. Conhecemos as qualidades. A forma que eles se comportam é parecida com a do Corinthians, com marcação forte, agressiva. Serão dois grandes espetáculos. Vamos pensar em fazer um grande jogo para decidir em casa.
Temos de ter atenção total com Riquelme"
Paulinho
Nas semifinais, o Corinhians conseguiu anular Ganso e Neymar, os grandes jogadores do Santos. Agora, o “alvo” será o Riquelme?
Nunca joguei contra ele. Mas, pelo que vi um pouco, ele tem uma qualidade indiscutível para dar uma assistência e deixar um companheiro em frente ao gol. O Ganso é outro jogador de muita qualidade. Temos de ter atenção total com o Riquelme. Eles possuem também o Santiago Silva, um centroavante muito forte, que sabe proteger bem a bola.
Vocês estão há dois jogos de conquistarem o título mais sonhado pela torcida do Corinthians. Já é possível ter dimensão do que isso representa?
Sabemos a responsabilidade que é. O título é muito importante para nós. Não dá para dizer a dimensão. Vamos marcar história no Corinthians. São 102 anos em busca e agora temos tudo nas mãos. Nós não queremos parar essa história aqui. Vamos em busca desse título. Serão duas guerras.
Neymar e Paulinho na partida do Corinthians contra o Santos (Foto: Nelson Antoine / AP)Neymar sofreu com marcação de Paulinho. O
próximo será Riquelme (Foto: Nelson Antoine / AP)
Há dois anos, você estreava pelo Corinthians no jogo de eliminação da Liberadores contra o Flamengo. Ninguém entendeu muito bem o que o Mano Menezes fez, mas hoje ninguém questiona sua presença na equipe...
No futebol, dois anos não parecem muito tempo. Tive uma evolução muito grande desde o Bragantino. Eu entrei com a equipe precisando de um gol para se classificar. Até eu fiquei surpreso com a entrada, esperava que ele (Mano) colocasse um atacante. Tudo mudou muito rápido na minha vida e na minha carreira. Hoje estamos na final e com a chance de ganhar o primeiro título.
Por que você acha que evoluiu tão rápido?
O fator importante foi a sequência de jogos. É importante você ter. Ser titular é muito difícil, precisa ir conquistando o espaço a cada dia. Tive a ajuda dos companheiros e todo o respaldo da diretoria e da comissão técnica. Sem dúvida, isso fez com que eu chegasse a ser titular.
A nossa marcação é forte, e quando vamos para o ataque é para definir"
Paulinho
A garra do Corinthians é sempre muito elogiada. Você já tinha visto uma equipe com tanta vontade de vencer como essa?
Nunca vi uma equipe se comportar dessa forma dentro de campo. A marcação é forte, e quando vamos para o ataque é para definir. Se um jogador deixar de fazer a parte dele já complica a tática. Todos fazem, todos respeitam essa postura e quem entra cumpre a função do mesmo jeito. Isso vem sendo fundamental para chegarmos à decisão.
O Muricy Ramalho, técnico do Santos, diz que um técnico tem 25% de participação no sucesso de uma equipe. Você acha que o Tite tem mais?Eu coloco um pouco mais. O Tite vem demonstrando a cada dia um trabalho muito bom. É pela forma que ele conversa conosco, o respeito que tem e que nós temos com ele. Nossa obrigação é manter a postura tática, o que ele nos pede. Não sei quanto maior é essa porcentagem, mas ele sabe a importância que tem no Corinthians. Ele sempre fala em merecimento, e nós merecemos chegar à final.
Alguns jogadores, às vezes, não vão sequer para o banco, mas ninguém reclama publicamente. É mérito do Tite?
Ele tem o grupo nas mãos. Uma coisa muito importante é que esse elenco não tem vaidade, independentemente de quem esteja jogando. O Tite dá oportunidade a todos e sempre está conversando conosco, ele nos deixa falar se algo está errado nas partidas.
Corinthians x Vasco, Paulinho (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulinho vibra com torcedor após gol sobre o Vasco
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Você ainda se pega lembrando daquele gol salvador nas quartas, contra o Vasco?Aquilo ficou marcado, foi um gol muito importante na minha carreira e para o Corinthians. Quando tenho oportunidade, ainda vejo o gol. É difícil ser esquecido, ainda mais na circunstância que foi a partida. Vai ficar marcado para o resto da vida. Acredito que para a nação corintiana também. Mas não foi o Paulinho que decidiu. Jamais. O grupo é muito forte e vem trabalhando a cada dia. Foi uma vitória maravilhosa, com sofrimento e nada fácil.
Você passou por times menores no Brasil e sofreu até racismo jogando na Polônia e na Lituânia. Esse período difícil ajudou você a encarar melhorar a chance em um grande clube?
A maioria dos jogadores passou por um momento difícil na carreira ou na vida. Os times da Lituânia e da Polônia não tinham estrutura. Isso serviu de lição para mim. Eu me recordo muito bem do que passei e estou dando a volta por cima em um grande clube. É importante lembrar das dificuldades, foi ali que dei um grande passo para chegar ao Corinthians.
Nunca escondi que quero permanecer no Corinthians"
Paulinho
Os dirigentes do Audax-SP, um dos donos dos seus direitos, confirmaram que há uma proposta do CSKA-RUS por você. Essas dificuldades em centros não tão grandes do futebol fazem você pensar bastante antes de aceitar uma oferta assim?
Quero deixar bem claro que isso não passou de especulação. De oficial não veio nada. Naquela ocasião (primeira passagem pela Europa), eram somente eu e minha esposa. Hoje, sou eu, minha esposa e minha filha. Tenho de pensar muito bem se vou para algum país assim. Eu vou jogar, mas minha esposa e minha filha ficarão sozinhas. Depende muito do lugar, do clube e da estrutura. Eu penso duas vezes. Estive três anos na Europa e sei um pouquinho como funciona.

O Paulinho ficará no Corinthians com o título da Libertadores?
Não só pelo título. Eu nunca escondi que quero permanecer no Corinthians, até porque ainda não houve proposta. Se tiver, vou colocar que quero ficar. Estou vivendo um ano muito importante e vivendo um ótimo momento com a equipe.

É possível ser titular da Seleção jogando no Brasil?
O futebol brasileiro é muito visto. Titular ou não, quero trabalhar para chegar ao grupo. Meu sonho é fazer um ótimo trabalho e estar nesse grupo da Copa do Mundo. Aqui no Brasil e no Corinthians, tenho totais condições de estar na Seleção. Atuando em uma equipe grande, que oferece todas as condições, depende só do jogador fazer um ótimo trabalho e chegar.
paulinho corinthians (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)Paulinho brinca com o massagista Ceará durante o treino (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)

Tite quer força mental para Timão suportar pressão na Bombonera



Treinador diz que time precisará de concentração para ignorar a força dos quase 50 mil torcedores do Boca na final da Libertadores

Por Carlos Augusto FerrariSão Paulo
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Tite, treino do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Tite pede maturidade para jogo na Bombonera
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Passado o clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians volta a respirar a decisão da Taça Libertadores. A partir desta segunda-feira, o técnico Tite inicia a preparação da equipe para o jogo de quarta-feira, contra o Boca Juniors, às 21h50m, em Buenos Aires. Além de buscar informações sobre o adversário, o treinador quer o Timão preparado para outro obstáculo: a Bombonera.
– A Bombonera existe e é real. É preciso ter maturidade para jogar lá, no Pacaembu, no Morumbi...precisamos ter essa capacidade de concentração e força mental – afirmou.
O Boca, aliás, construiu sua classificação para as finais com bons resultados em casa. Em seis partidas em Buenos Aires desde o início da primeira fase, o clube argentino acumula cinco vitórias e apenas uma derrota – 1 a 0 para o Fluminense, mesmo adversário que, mais tarde, eliminou nas quartas de final.
Para falar sobre concentração e foco no que ocorre dentro de campo, Tite cita um exemplo da época em que era jogador do Guarani, nos anos 80.
– Fomos jogar as quartas de final do Brasileiro contra o Bahia (1986) com 93 mil pessoas na Fonte Nova. Você não ouvia o que o outro falava a três metros de distância. Um companheiro de time (Guarani) sempre falava para deixar os 93 mil gritando porque ninguém iria tirar a bola. Isso é concentração – ressaltou.
Tite garante que ainda não se aprofundou nas informações que tem do Boca. O treinador tirou a noite de domingo para analisar vídeos do adversário e fará uma reunião com a comissão técnica nesta segunda-feira pela manhã para traçar alguns planos visando o primeiro duelo.
A delegação corintiana viaja para a Argentina no início da tarde de segunda. A equipe fará o reconhecimento do gramado na terça, às 19h, quando o treinador confirmará a escalação. A única mudança em relação ao jogo contra o Santos é o retorno do atacante Emerson, que cumpriu suspensão, na vaga de Willian.
Torcida do Boca Juniors na Bombonera (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)Torcida do Boca Juniors na Bombonera: pressão (Foto: Cahê Mota / GLOBOESPORTE.COM)

Timão ganha espaço no comércio de Buenos Aires antes da final



Cachecol com as cores do time paulista faz sucesso, especialmente, entre os torcedores do River Plate

Por Alexandre Lozetti e Sergio GandolphiBuenos Aires, Argentina
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Boca Juniors e River Plate são os mais tradicionais clubes de futebol da Argentina. Mas nas ruas do centro da cidade de Buenos Aires é o Corinthians quem protagoniza vitrines e mentes de torcedores e vendedores ao lado da equipe da Bombonera. A quatro dias do primeiro jogo da final da Taça Libertadores, artigos do Timão começam a se multiplicar. Em uma loja na famosa Rua Florida, o cachecol (bufanda para os argentinos) do clube está ao lado do modelo do Boca e custa 55 pesos (R$ 23). Foi uma encomenda feita assim que a equipe do técnico Tite eliminou o Santos e se tornou finalista.
- Por enquanto só temos isso, mas sabemos que vai vender bem. Até porque vai estar frio no jogo - previu a vendedora Sabrina Avila, que namora um baiano residente em Buenos Aires.
Outros times brasileiros também estão presentes na loja: Santos, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Grêmio e Internacional. Porém, suas “bufandas” se encontram escondidas, sem grande destaque e só no lado interno.
corinthians comércio buenos aires (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)Cachecol do Corinthians é visto ao lado do do Boca nas vitrines (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)
“Minha vida, meu amor” são os dizeres do cachecol corintiano à venda. A vendedora afirma que a frase facilita a vida dos argentinos, pois é facilmente traduzida. Mas por que argentinos comprariam coisas do Timão?
Sim, torcedores do River Plate, maior rival do Boca, estão ajudando a espalhar o Corinthians pela cidade. Ainda mais eufóricos com o acesso de seu time à primeira divisão depois de um ano, os milionários, como são conhecidos os fãs do River, encontram tempo para secar o rival e apoiar os brasileiros.
- Eles estão comprando, sim. A rivalidade é importante aqui e com certeza a torcida do Corinthians vai ser maior do que os que vêm do Brasil.
Camisas, no entanto, ainda não são encontradas, nem mesmo nas inúmeras lojas de uniformes piratas que ficam no centro de Buenos Aires. Mas a expectativa é de que até quarta-feira os corintianos, ou os ‘antiBoca’ já consigam encontrar o manto alvinegro para desfilarem por Buenos Aires.
corinthians comércio buenos aires (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)Cores no Corinthians dividem comércio com as do rival Boca (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)

Técnico do Boca ‘rasga’ histórico e elogia Timão:‘Rápido e compacto’


Julio César Falcioni fala com exclusividade ao GLOBOESPORTE.COM sobre a preparação de seu time e admite que Libertadores é 'especial'

Por Alexandre Lozetti e Sergio GandolphiBuenos Aires
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Após a derrota por 3 a 1 para o All Boys, o Boca Juniors saiu calado do estádio Islas Malvinas. Todos os jogadores entraram no ônibus e partiram. Logo atrás, discretamente, um homem de jaqueta com uma sacola nas mãos saiu caminhando pelas ruas em torno do estádio.
Era ninguém menos do que Julio César Falcioni, técnico do time finalista da Taça Libertadores. Inicialmente, ele foi acompanhado por alguns jornalistas, que desistiram depois de alguns metros. Menos o GLOBOESPORTE.COM. Curiosa para saber o destino do treinador, a reportagem seguiu seus passos. Atencioso, Falcioni parou para tirar foto até com uma policial, ultrapassou a barreira de isolamento e encontrou seu carro o esperando.
O técnico mora perto do estádio do All Boys. Ele guardou sua sacola no veículo e, muito educadamente, aceitou responder algumas perguntas ali mesmo. No meio da rua. Rasgou elogios ao Corinthians, à montagem da equipe de Tite, mas garantiu que seus jogadores estão bem preparados para começar a decidir o título na Bombonera, nesta quarta-feira.
– Tite armou uma grande equipe, tem disputado uma Libertadores muito boa até chegar à final. É um time compacto, rápido, seguramente merece estar na decisão, assim como o Boca – disse o treinador.
Julio César Falcioni, técnico do Boca Juniors  (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)Julio César Falcioni, técnico do Boca Juniors (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)
O domingo foi de muito trabalho para Falcioni. Pela manhã, ele comandou um treino na Casa Amarilla, em que os titulares, que estarão em campo na quarta-feira, mantiveram-se em atividade, já que, à tarde, reservas e garotos disputaram a última rodada do Campeonato Argentino contra o All Boys. O técnico admite que, por ter de dividir atenções, já que o Boca manteve chance de título até a rodada final, o Corinthians vai passar a ser centro total das atenções apenas a partir desta segunda-feira.
Vimos
(o Corinthians) em toda a fase de grupos e depois nas eliminatórias, contra Vasco e Santos. Merece estar na final, é uma equipe muito rápida"
Julio César Falcioni
– Os jogadores estão muito bem, fizeram um trabalho no ginásio, mas agora vamos poder ajustar algumas situações e falar mais do Corinthians. Esse compromisso do campeonato era importante e tínhamos que cumpri-lo.
Hexacampeão, o Boca pode se igualar ao Independiente como maior vencedor da Libertadores em todos os tempos. Além disso, a decisão contra o Corinthians será a última de Riquelme, segundo o próprio camisa 10 anunciou, e também pode marcar a aposentadoria do zagueiro Schiavi, de 39 anos. Os dois são ídolos do clube da Bombonera.
Situação que torna ainda mais importantes as duas partidas e justifica a opção de Falcioni por um time alternativo na última rodada do Clausura. Riquelme até foi ao estádio Islas Malvinas junto com a delegação, voltou no ônibus com os demais jogadores, tudo isso no dia em que completou 34 anos. Mas o foco de todos é o hepta continental.
– É especial por tudo que representa. Coroa a melhor equipe da América do Sul e por isso há tanto interesse antes. É o nosso torneio mais importante. Para o Boca, é um orgulho estar na final – exaltou.
Riquelme na partida do Boca Juniors contra o U. de Chile (Foto: AFP)Riquelme é o craque do Boca Juniors de Falcioni e disputa sua última Libertadores (Foto: AFP)
Falcioni tem 55 anos e, assim como o Corinthians, jamais conquistou a Libertadores, como técnico ou jogador - foi goleiro até 1992. Mas ele descarta vantagem de seu time graças ao currículo. Nas próximas quartas-feiras, o invejável acervo do Boca não entrará em campo. É o que garante o professor.
– Temos história na Libertadores, mas jogamos o presente, não o passado. Teremos de fazer nosso melhor para ganhar a Copa. Temos uma equipe muito boa, assim como o Corinthians.
Enquanto alguns jogadores, como Riquelme, já admitiram conhecer pouco o futebol dos brasileiros, Falcioni assegura estar tão bem informado quanto Tite. No último sábado, o GLOBOESPORTE.COM flagrou o auxiliar do técnico brasileiro, Mauro da Silva, nas ruas de Buenos Aires. Ele é o “espião” oficial do Boca, acompanhou inclusive a semifinal contra a Universidad (CHI), em Santiago.
Do outro lado, a comissão técnica jura estar bem preparada e recheada de informações sobre Danilo, Emerson Sheik, Cássio, Paulinho e companhia.
– Vimos (o time) em toda fase de grupos, depois nas eliminatórias frente a Vasco e Santos. Merece estar na final, é uma equipe muito rápida.