quinta-feira, 5 de julho de 2012

Emerson faz dois gols e corinthians levanta taça da libertadores.

corinthians é campeão e pode chorar que puder

  

        


Com dois gols  do atacante Emerson o timão sagrou-se campeão invicto da copa libertadores da america ao bater o Boca jrs da Argentina  por 2x0, na noite desta quarta feira no pacaembú lotado.

O timão foi melhor durante a partida com destaque para o inspirado atacante Emerson.Foram 35 anos buscando essa conquita.


Agora a torcida corintiana pode desabafar e gritar é campeão.......

 

Adios amigos...


A cara de desolação dos jogadores do "Boca Fechada"...
Este é o novo escudo do Boca... rsrsrsrs

Los Hermanos de "Boca" fechada... Timão campeão invicto...


A obsessão do Corinthians em conquistar o seu primeiro troféu da Libertadores acabou nesta noite. 

O time conquistou de forma invicta o título sul-americano ao superar oBoca Juniors por 2 a 0, no Pacaembu, na decisão da competição. 

O destaque da vitória foi Emerson, autor dos dois gols. 

Assim, o clube se credenciou para tentar o bicampeonato do Mundial da Fifa, torneio que será em dezembro, no Japão, e tem como um dos classificados, o inglês Chelsea, vencedor da Copa dos Campeões da Europa.

O clube, fundado em 1910, participou pela primeira vez da Libertadores em 1977. Nos anos 90, foi que o interesse em ganhar esse torneio se acentuou.

O último campeão invicto tinha saído em 1978, quando o Boca conseguiu esse feito, mas em apenas seis jogos.

Em 2012, o time do Parque São Jorge entrou em campo 14 jogos pela Libertadores, foram oito vitórias e seis empates.

A equipe de Tite não perde no torneio desde o doloroso revés para o Tolima, em fevereiro de 2011.

O título de hoje é o segundo internacional oficial do clube alvinegro. O outro é o Mundial do Rio de 2000.

Parabéns Timão e ao seu "BANDO DE LOUCOS"...Inclusive eu!!!...

blog FOGO contra FOGO: Adios amigos...

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Sheik sonhou com gol do título, mas diz: 'Não me tenham como herói


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Decisivo, Emerson revela que teve sonho premonitório antes da decisão e prega discurso humilde depois de brilhar na decisão contra o Boca Juniors

Por Carlos A. Ferrari e Leandro CanônicoSão Paulo
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Emerson não quer receber sozinho as glórias pelo primeiro título do Corinthians da Taça Libertadores. Autor dos dois gols da vitória sobre o Boca Juniors, quarta-feira, no Pacaembu, Sheik prefere dividir com o grupo o mérito por dar ao Timão a inédita conquista sul-americana.
– Não me tenham como herói. O time todo está de parabéns por tudo que fez desde o início da competição, pela entrega. A comissão técnica fez um trabalho brilhante. A diretoria deu todo o suporte necessário para trabalharmos tranquilos. Todos nós estamos conscientes dessa conquista – afirmou.
Sheik brilhou nos momentos mais importantes da competição. O jogador anotou nada menos que três gols nas últimas quatro partidas da equipe no torneio. Não bastasse balançar a rede, assumiu a responsabilidade de ser um dos líderes de uma equipe sem grandes estrelas.
Sozinho eu jamais faria os gols"
Emerson
– Sozinho, eu jamais faria os gols. Eu tive o passe do Paulinho para fazer o gol contra o Santos. Contra o Boca, teve o desvio do Danilo no primeiro gol, teve a pressão do Alex no zagueiro. Nós não conquistamos nada sozinhos. O grupo conquistou. Quando falo grupo não são jogadores ou comissão técnica. O clube tem funcionários que também fazem parte. Todo o departamento profissional pode se considerar campeão – ressaltou.
Emerson revelou que teve um sonho premonitório na noite anterior à decisão. O jogador, aliás, vem se tornando especialista em momentos assim. Em 2010, ele anotou o gol do título brasileiro pelo Fluminense, na rodada final diante do Guarani, no Engenhão.
– Eu gosto desses jogos decisivos, me sinto à vontade. Fui dormir com a sensação de que faria o gol. São coisas que não podemos falar antes, mas fui dormir achando que faria o gol – contou.
Emerson, Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Emerson comemora gol do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Histórico e invicto: o caminho do Timão até o título da Libertadores


Em meio às polêmicas de Adriano e problemas no ataque, Corinthians é campeão amparado pela força do grupo e no poder de decisão de Emerson
Por Carlos A. Ferrari e Leandro CanônicoSão Paulo
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Levantar a taça da Libertadores era pouco para o Corinthians calar os rivais, acabar com anos de sofrimento da Fiel e pôr fim às provocações. Para sair da fila, o Timão abusou, realizou uma campanha quase irreparável desde a primeira fase e coroou os ótimos números com uma conquista invicta, feito que não acontecia no maior torneio das Américas desde 1978, com o Boca.
O Alvinegro terminou a edição 2012 com oito vitórias e seis empates, o que resultou num aproveitamento de 71,4% dos pontos. O desempenho ofensivo, grande problema do técnico Tite durante o primeiro semestre, não foi dos melhores, com apenas 21 gols marcados (média de 1,5 por jogo). A defesa compensou qualquer dificuldade. Foram somente quatro sofridos (0,28 por confronto).
O ataque pode não ter sido o mais positivo, mas o time de operários soube se dividir também na hora de fazer os gols. Nada menos que dez jogadores balançaram as redes ao longo da campanha: Emerson (cinco), Danilo (quatro), Paulinho (três), Jorge Henrique (três), Elton (um), Liedson (um), Douglas (um), Fábio Santos (um), Alex (um) e Romarinho (um).
– Eu ainda não tenho dimensão do que é essa conquista – disse Tite.
Corinthians comemorando, Libertadores (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Jogadores do Corinthians dão a volta olímpica com a taça (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Primeira fase: sustos só com Adriano
Colocado no Grupo 6, o Corinthians não teve problemas para superar seus três primeiros adversários e avançar. A estreia, porém, foi angustiante. O Timão complicou um jogo teoricamente tranquilo contra o Deportivo Táchira, na Venezuela, mas voltou ao Brasil com um empate por 1 a 1 graças ao gol de Ralf, de cabeça, no último lance da partida.
A equipe embalou dentro de campo, mesmo com a turbulência vivida fora dele. Depois de bater o Nacional-PAR por 2 a 0, no Pacaembu, o grupo viajou ao México para encarar o Cruz Azul, considerado o rival mais forte do grupo. Enquanto isso, em São Paulo, a diretoria perdeu a paciência com Adriano - que havia sido inscrito na Libertadores com a camisa 10 - e decidiu dispensá-lo. A bomba não atingiu o time, que arrancou um empate sem gols na Cidade do México.
Adriano corinthians treino (Foto: Piervi Fonseca / Globoesporte.com)Adriano foi inscrito na Libertadores com a 10, mas
não jogou e foi dispensado (Foto: Agência Estado)
Sem a maior estrela do elenco à espera de uma oportunidade para jogar, o Corinthians fez um segundo turno perfeito, com vitórias sobre o Cruz Azul (1 a 0) e Nacional (3 a 1), além da goleada por 6 a 0 sobre o Táchira, encerrando a fase de grupos em grande estilo.
Em seis partidas, foram quatro vitórias e dois empates, sendo 13 gols marcados e somente dois sofridos – aproveitamento de 77,8% dos pontos, que rendeu ao Timão a segunda melhor campanha da primeira fase, atrás apenas do Fluminense.
Oitavas: Emelec atropelado no Pacaembu
A expectativa cresceu em torno do Corinthians no mata-mata, principalmente porque, dias antes, o time foi eliminado do Paulistão em jogo único contra a Ponte Preta, no Pacaembu. O que Tite queria aconteceu: evitar um confronto contra outro brasileiro. O Emelec-EQU foi o adversário e não mostrou resistência: empate por 0 a 0, em Guayaquil, e vitória tranquila por 3 a 0, no Pacaembu.
Criava-se, porém, uma nova forma de jogar. Com Liedson e Elton em baixa, o treinador optou por mudar o esquema tático, abandonando a formação com um centroavante fixo na área. Jorge Henrique e Emerson seguiram abertos pelos lados, mas agora contando com Alex e Danilo no revezamento de quem seria o “camisa 9”.
Outra mudança importante foi no gol. Julio Cesar acabou barrado depois das falhas diante da Macaca e deu lugar ao gigante Cássio, até então pouco testado. A desconfiança, porém, durou pouco. O goleiro fez boas defesas nos dois jogos contra os equatorianos e ganhou rapidamente a torcida.
Corinthians x Vasco, Paulinho (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulinho marca contra o Vasco e abraça torcedor na festa  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Quartas: Paulinho garante a vaga
Não demorou muito para o Timão ter pela frente um brasileiro. Justamente o Vasco, seu grande adversário durante toda a campanha do título nacional em 2011. Mais uma vez, os paulistas levaram vantagem. A grande fase da defesa foi decisiva para isso. O empate sem gols, em São Januário, deixou a decisão para o Pacaembu lotado.
Foi o gol mais importante da minha vida"
Paulinho
Mas o sofrimento com que a Fiel tanto se acostumou a conviver estava presente no segundo duelo. Em um jogo tenso, o Corinthians não fez uma grande exibição, mas lutou. E como lutou para vencer. Primeiro, Tite acabou expulso e precisou dar orientações em meio aos torcedores nas arquibancadas. Depois, Cássio foi quem se transformou em herói ao defender um chute à queima-roupa de Diego Souza, evitando o gol vascaíno que poderia acabar com o sonho.
Por fim, quem brilhou foi um dos ícones do Timão sem estrelas. Aos 43 minutos do segundo tempo, Paulinho subiu entre os zagueiros e, de cabeça, aproveitou um escanteio certeiro batido por Alex para colocar a equipe nas semifinais pela segunda vez na história.
- Foi o gol mais importante da minha vida, da minha carreira, não tenha dúvida – vibrou Paulinho.
Emerson e Neymar, Santos x Corinthians (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Neymar, do Santos, foi superado por Emerson, do Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Semifinais: Timão elimina o Santos de Neymar e GansoO caminho até o título tinha também um dos grandes adversários do Corinthians nos últimos anos. O Santos, liderado por Muricy Ramalho, vinha embalado da conquista da Libertadores de 2011 e do tricampeonato paulista em 2012. Mas, dentro de campo, o Timão provou que estava pronto para ser campeão.
O duelo na Vila Belmiro deu demonstrações disso. Mesmo fora de casa, o Corinthians foi melhor durante praticamente toda a partida e venceu por 1 a 0, golaço marcado por Emerson no primeiro tempo. Neymar e Paulo Henrique Ganso foram anulados pela ótima marcação e nem de longe foram os craques que os santistas esperavam.
A partida em São Paulo, contudo, não foi nada tranquila. Isso porque Neymar, ainda no primeiro tempo, colocou o Peixe em vantagem. Mas ela durou pouco. No início do segundo tempo, Danilo empatou e recolocou os corintianos no controle do jogo, iniciando a contagem regressiva para a inédita classificação.
– A classificação é pouco para a história, para as nossas ambições, mas registra muito a qualidade que esse grupo tem – afirmou Tite.
Corinthians x Boca Juniors, Danilo (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Danilo teve grande atuação contra o Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Finais: com Sheik herói, Fiel enche a boca para gritar é campeão
Para chegar à taça, o Corinthians ainda teve de superar um dos mais tradicionais clubes da América do Sul. O Boca Juniors, dono de seis títulos em nove finais, apostou em sua mítica história na competição para atrapalhar, mas não foi páreo para o grande momento alvinegro. No primeiro duelo, na Bombonera, um desconhecido se transformou em herói. Romarinho saiu do banco para, aos 40 minutos do segundo tempo, tocar pela primeira vez na bola e garantir o empate por 1 a 1.
O finalíssima também foi marcada por muita tensão. O Boca igualou o jogo voluntarioso do Corinthians no primeiro tempo e sustentou a igualdade. Riquelme não aparece tanto, mas a sólida defesa soube controlar as principais investidas de um Timão um pouco ansioso para decidir o duelo.
Na etapa final, porém, brilhou a estrela de quem tem o diferencial técnico em um elenco de guerreiros: Emerson. Primeiro, teve o oportunismo de um centroavante para aproveitar um desvio de Danilo e bater no canto direito do goleiro. Mais tarde, arrancou pelo campo adversário, deixou a marcação para trás e tocou com estilo para fazer 2 a 0 e dar início à festa.
– Em nenhum momento deixamos de acreditar na conquista. É uma conquista inédita para o clube. É hora de comemorar – disse o herói do jogo.
Liedson e Emerson com a taça da Libertadores (Foto: Agência AP)Liedson e Emerson com a taça da Libertadores (Foto: Agência AP)

Com lágrimas nos olhos, Riquelme anuncia saída do Boca


 Chora Riquelme timão é timão não tem medo de boca!!!!!!!!!Amarelou em boca.







Depois de amargar o vice-campeonato da Taça Libertadores frente ao Corinthians nesta quarta-feira, o meia Riquelme anunciou que não jogará mais pelo Boca Juniors.
"Comuniquei ao presidente que não irei continuar. Disse que amo este clube, que estarei sempre agradecido, mas me sinto vazio e não posso dar mais", sentenciou o capitão da equipe argentina, que ainda tinha contrato até 30 de junho de 2014.
As diferenças do jogador, de 34 anos, com a comissão técnica e com a atual direção provocaram a decisão de deixar o clube.
"É uma decisão pessoal, aqui não posso dar mais nada. Fui claro, estarei aqui para o que precisarem, mas hoje preciso ir para minha casa, com minha família e meus amigos", disse Riquelme com a voz embargada.
Com 388 partidas disputadas e 90 gols marcados pelos xeneizes, Riquelme deixa o Boca como um dos ídolos máximos da história do clube argentino.
Com relação a seu futuro, o próprio jogador esclareceu: "há 16 anos jogo futebol; agora só quero ir para minha casa, abraçar meus filhos, comer um churrasco com meus amigos. Peço perdão a meu filho por não levar a taça e depois, se ele disser que quer me ver jogar futebol, analisarei ofertas e verei onde continuo".
No círculo íntimo do jogador vêm sendo especuladas três possibilidades no exterior: uma oferta multimilionária da China, outra dos Emirados Árabes Unidos ou uma eventual volta ao Villarreal, que acaba de descer para a segunda divisão na Espanha.
Outra chance, mas mais remota, é a de Riquelme fechar contrato com o Tigre, clube muito querido pelo jogador por ser o bairro onde tem sua casa. EFE

Timão é Campeão calando todas as bocas Brasil e do mundo.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

VAI, CORINTHIANS! SHEIK DECIDE CONTRA O BOCA, E A LIBERTADORES É ALVIN



Emerson faz dois gols no segundo tempo contra um adversário inofensivo e eterniza seu nome, dos companheiros e de Tite na história do Timão
DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    8 min

    O Boca tentava cozinhar o jogo no segundo tempo, mas Danilo deu toque genial de calcanhar para Sheik, livre, fuzilar Sosa e deixar Timão perto do título.
  • nome do jogo
    Emerson

    Ousado, o atacante causou o choque que tirou o goleiro Orion da partida e estava no lugar certo para abrir o placar e aproveitar erro do rival no segundo tempo.
  • a decepção
    Riquelme

    Camisa 10, craque do Boca, não foi sombra do grande jogador que todos esperavam. Arrastou-se pelo campo e só catimbou. Não fez uma grande jogada sequer.
A CRÔNICA
por Alexandre Lozetti
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Vai, Corinthians! Vai para as ruas, vai para o abraço do torcedor que te ama, vai para o pódio, vai levantar a taça que você tanto sonhou... Vai atravessar o mundo. Vai para o Japão!
Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Alex, Danilo, Jorge Henrique, Emerson, Julio Cesar, Danilo Fernandes, Welder, Marquinhos, Wallace, Ramón, Willian Arão, Ramírez, Douglas, Romarinho, Gilsinho, Willian, Elton, Liedson e Tite. Nomes que não vão constar em livros de História, mas estarão eternamente dentro dos corações e da memória de milhões de pessoas, que ensinarão aos filhos e netos quem foram eles, e o que foi o 4 de julho de 2012 para a nação corintiana. O dia da libertação. O dia da Libertadores.
A vitória por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, sobre o gigantesco Boca Juniors, de tradições e glórias mil, de seis títulos sul-americanos, torna ainda mais gigantesca a conquista inédita. E mais: de forma invicta, algo que só um time brasileiro havia conseguido - o Santos de Pelé, em 1963. A taça da Libertadores, enfim, tem uma plaquinha do Corinthians.
O triunfo final sobre os argentinos selou a campanha com identidade. De um time sem estrela, que não se assustou com placares adversos, rivais tradicionais ou craques do outro lado. Que não se pressionou por nada e encontrou o equilíbrio (palavra idolatrada por Tite) entre lutar a cada centímetro de grama pela Libertadores sem tratá-la como um campeonato do outro mundo.
De 6 a 16 de dezembro, o Corinthians tentará o bicampeonato mundial. Dessa vez, sem convite, sem a chance de enfrentar um brasileiro na final e tendo que ir ao Japão. Bem diferente de 2000, quando bateu o Vasco na decisão, no Maracanã. Um mundial para ninguém botar defeito. Monterrey (MEX), Auckland City, da Nova Zelândia, e o poderoso Chelsea (ING) já estão classificados para a competição no fim do ano.
Emerson, Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Emerson bate e abre o placar contra o Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Mais luta do que futebol
O Corinthians entrou em campo invicto na Libertadores. O Boca Juniors foi ao Pacaembu sem ter perdido nenhum jogo fora de casa. Jogaço? Lutaço! Os primeiros minutos fizeram inveja a Anderson Silva e Chael Sonnen. Soco de Chicão em Mouche, empurrão de troco, tapa de Erviti em Paulinho... Mais tarde, ainda haveria exibição de "El Tanque" Santiago Silva, com cotovelada em Castán e tentativa de imobilização em Ralf.
Futebol mesmo apareceu pelos pés de Sheik. Com velocidade, ousadia e toques rápidos, o camisa 11 era quem menos tinha medo da decisão. Ousadia que provocou o maior drama do primeiro tempo: um choque entre Somoza e o goleiro Orion.
O camisa 1 do Boca caiu por três vezes no chão e não suportou a dor. Saiu aos prantos, consolado pelo técnico, o ex-goleiro Julio César Falcioni. E por ironia do destino, o reserva Sosa, pouco mais de um ano depois, voltou ao Pacaembu. Era ele o goleiro do Peñarol (URU), que perdeu a final da Libertadores de 2011 para o Santos.
Alex não confiou nem em Orion nem em Sosa. Tentou quatro finalizações de fora da área, sem sucesso. Do outro lado, Riquelme, que antes do jogo tomava água e gargalhava, foi só rascunho do grande jogador que entrou para a história. Era constrangedor seu esforço, em vão, para correr e achar os companheiros, limitados tecnicamente. Fim de primeiro tempo com a certeza de que o segundo não poderia ser pior.
Emerson comemora gol do Corinthians contra o Boca Juniors final (Foto: AP)Emerson comemora gol do Timão  (Foto: AP)
Sheik para a história
O empate levaria o jogo para a prorrogação, e Riquelme, que mal conseguia jogar 90 minutos, parecia querer disputar 120. Rolou no chão, demorou para cobrar escanteio, mexeu com o equipamento dos fotógrafos e fez falta digna de jogador juvenil. Na cobrança, a bola esperou por um toque consciente, que veio do calcanhar de Danilo. Sheik, no lugar certo, na hora certa, fuzilou Sosa e deixou o Pacaembu em êxtase.
A vantagem expôs ainda mais a limitação do Boca. Riquelme, em atuação de dar pena, não criou nada. O único recurso, mesmo depois que Falcioni colocou o atacante Cvitanich no lugar do meia Ledesma, eram os cruzamentos. Os argentinos abriram o meio e se cansaram, cenário dos sonhos para o Corinthians garantir o título invicto (oito vitórias e seis empates).
Mouche, sozinho, teve a única boa chance dos visitantes durante o jogo. Cabeceou nas mãos de Cássio. Uma caridade do atacante para que o goleiro, brilhante no mata-mata, pudesse aparecer na decisão. Riquelme, de 34 anos, não era o único "velhinho" cambaleante em campo. Schiavi, aos 39, errou passe fácil no campo de defesa. Deu nos pés de quem não poderia dar. Daquele que nasceu para ser vencedor. Tricampeão brasileiro nos últimos três anos, Emerson arrancou para a glória definitiva. Deixou Caruzzo para trás como se o rival nem existisse e tocou com categoria. Não parou de correr nem na comemoração, quando foi perseguido pelo preparador físico Fábio Mahseredjian, outro craque desse título.
Daí para frente foi só festa. O Boca não tinha mais o que fazer, e os "antis" já nem secavam mais. A torcida orgulhosa por ter sido fiel e Fiel na Libertadores, viajou por alguns segundos. Lembrou-se do vacilo de Guinei, da cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca, do "pega, pega" do Morumbi, do gol de Vágner Love e de ter descoberto quem era o Tolima. Exemplos que invertem a letra do hino. Teu passado é uma lição. Teu presente, uma bandeira.
Enquanto os adversários terão de pensar em novas brincadeiras a partir de agora, a torcida grita "É campeão!". Duas palavras que valem mais do que todas escritas acima.
Time do Corinthians posado (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Foto para a história: o time campeão da Libertadores (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)